Piaget Colours of Extraleganza: 65 criações de alta joalheria, 900 horas de trabalho e o ouro tratado como cor
A Piaget encerra a trilogia High Jewellery Extraleganza com a coleção Colours of Extraleganza: 65 criações que concluem o ciclo iniciado em 2024 com o Essence of Extraleganza, para o 150º aniversário da Maison, e continuado em 2025 com o Shapes of Extraleganza.
Tudo foi produzido nos Ateliers de l'Extraordinaire. A cor é tratada como material, não como decoração.
A trilogia Extraleganza e os anos 1960 e 1970
As três coleções da trilogia compartilham a mesma fonte de inspiração: a efervescência criativa e cultural dos anos 1960 e 1970, o período em que a Piaget mais radicalmente explorou a cor, os materiais e as formas em joalheria e relojoaria.
A invenção do ultra-fino Calibre 9P em 1957 foi o catalisador: a espessura mínima do movimento abriu espaço para mostradores inteiramente cravejados de pedras, que foram introduzidos numa gama de cores sem precedentes para a relojoaria da época. A cor tornou-se parte essencial da identidade Piaget desde então.
Para a diretora artística Stéphanie Sivrière, Colours of Extraleganza explora especificamente o poder cromático das pedras — não as pedras em si, mas a energia que exalam e as qualidades únicas que expressam em combinação com outras.
Como as opas negras com reflexos verdes combinadas com safiras ultramarinas, ou o duo safira e madrepérola que realça os tons rosas dominantes de cada um.
O colar Blue Illusions: 900 horas de trabalho, uma opa negra de 13,98 quilates
O destaque absoluto da coleção é o colar Blue Illusions, uma peça única que demorou cerca de 900 horas a produzir nos ateliers da Piaget. A criação justapõe o azul de uma safira Madagascarense de 8,52 quilates em corte cushion com o verde-lagoa de uma turmalina Paraíba de 3,30 quilates, ambas iluminadas pela iridescência azul e verde de uma opa negra extraordinária de 13,98 quilates, única no mundo.
Este trio é elevado por uma multitude de safiras e turmalinas em baguete cortadas especificamente para a peça, intercaladas com diamantes num padrão geométrico que cria um efeito óptico de luz em torno do pescoço. A peça vem acompanhada de dois anéis — um com safira do Sri Lanka de quase 5 quilates — e dois pares de brincos.
Flamboyant Links: o sautoir de 1969 com olho de tigre, uma primeira desde os anos 1970
O sautoir é uma das peças mais icônicas do repertório Piaget, lançado originalmente em 1969 como parte da lendária Coleção do Século XXI. Na coleção Flamboyant Links, o sautoir aparece em ouro rosa com elos em ouro gravado e olho de tigre — uma combinação que a Piaget não usava desde os anos 1970, tornando este o primeiro regresso da marca à combinação de elos de ouro com pedra ornamental em décadas. A peça tem um granate mandarim de 4,13 quilates como centro e é convertível: pode ser usada como sautoir, como choker ou como relógio de pulso.
Gold Swirl: caneluras em ouro rosa numa coleção de alta joalheria, uma primeira absoluta
Para o conjunto Gold Swirl de quatro peças, a Piaget buscou as curvas características dos anos 1970 numa releitura contemporânea. O destaque técnico é um colar com caneluras em ouro rosa — um elemento habitual em relojoaria — aplicado pela primeira vez numa peça de alta joalheria. As caneluras percorrem o colar pontuado com cabochons de opa de fogo laranja e turmalinas indicolite, escondendo ao centro um mostrador inteiramente cravejado de diamantes.
Gems Pop: a referência ao coletivo Memphis dos anos 1980
O conjunto Gems Pop de cinco peças referencia o coletivo Memphis, o movimento de design que fez da cor o seu manifesto nos anos 1980. O sautoir combina elos de ouro com o motivo Decor Palace e termina num relógio pingente removível cuja forma assimétrica revela um mostrador em aventurina laranja coroado por um granate mandarim de 8,30 quilates e uma safira rosa de 3,54 quilates.
O ouro — tratado como cor desde sempre na paleta Piaget — é o fio condutor de toda a coleção: em rosa, branco ou amarelo, combina com safiras, esmeraldas, rubis, opas, olho de tigre e madrepérola para criar uma linguagem visual que é simultaneamente luxuosa e irreverente.

