Hazemann & Monnin vencem o Louis Vuitton Watch Prize 2026

Alexandre Hazemann e Victor Monnin se conheceram no Lycée Edgar Faure de Morteau, escola técnica no interior da França com histórico de formar relojoeiros independentes.

Foram colegas, viraram parceiros de projeto. Em 2023, venceram o F.P. Journe Young Talent Competition com uma peça que já trazia o que viria a seguir: um relógio com soneria e hora saltante trabalhando em sincronia.

Em 2024, fundaram formalmente a Hazemann & Monnin. Dois anos depois, vencem a segunda edição do Louis Vuitton Watch Prize for Independent Creatives com a School Watch, uma homenagem direta à escola onde tudo começou.

Como funciona a premiação

O Louis Vuitton Watch Prize for Independent Creatives é uma iniciativa bienal criada por Jean Arnault, diretor de relojoaria da Louis Vuitton. A primeira edição, em 2024, foi vencida por Raúl Pagès com o RP1 Régulateur à Détente.

O prêmio inclui uma bolsa de 150.000 euros e um ano de mentoria com os especialistas da La Fabrique du Temps, o ateliê de alta relojoaria da marca em Meyrin, na Suíça.

Para a edição de 2026, 20 semifinalistas foram avaliados por um comitê de 65 entusiastas, representantes da indústria e colecionadores. Os cinco finalistas apresentaram seus projetos ao júri na Fondation Louis Vuitton em Paris no dia 24 de março.

O júri foi composto por Carole Forestier-Kasapi (TAG Heuer), Frank Geelen (Monochrome Watches), Matthieu Hegi (La Fabrique du Temps), François-Xavier Overstake (Équation du Temps) e Kari Voutilainen.

Duas complicações, um calibre próprio

A School Watch tem o calibre HM01, um movimento concebido, fabricado e finalizado inteiramente pela dupla, sem recorrer a arquiteturas existentes. É um detalhe relevante num campo onde a maioria dos independentes parte de bases ébauche estabelecidas.

O calibre combina soneria au passage e hora saltante instantânea. A soneria au passage soa automaticamente a cada hora, sem intervenção do portador. A hora saltante faz o display pular de forma instantânea no momento exato da virada.

Colocar os dois mecanismos em sincronia sem que um interfira no outro é um problema técnico real. Tudo isso dentro de uma caixa de 39,5mm.

A escola que virou nome de relógio

Morteau produziu nos últimos anos uma lista consistente de relojoeiros independentes: Sylvain Pinaud, Théo Auffret, Rémy Cools, entre outros. Hazemann e Monnin fazem parte dessa geração.

Batizar o relógio vencedor com o nome da escola onde se conheceram diz bastante sobre de onde os dois vêm e o que querem lembrar.

Com o prêmio, os dois passam o próximo ano dentro da La Fabrique du Temps. Em 2027, descobriremos o que saiu desse período.

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